Quem tem viagem marcada para as Cataratas entre agora e o fim de novembro precisa refazer o roteiro: o Circuito Garganta do Diabo, do lado argentino, só deve reabrir em 1º de dezembro.
A passarela começou a ser desmontada em 3 de agosto, e não se trata de manutenção comum. É uma retirada preventiva, para proteger a estrutura das cheias previstas para os próximos meses.
O cronograma completo
Segundo o cronograma divulgado pela administração do parque argentino, o trabalho tem três etapas:
- Agosto — desmontagem dos módulos metálicos
- Novembro — reinstalação da estrutura
- 1º de dezembro — reabertura ao público, antes da alta temporada de verão
A reabertura, porém, está condicionada às condições climáticas. Se o rio não colaborar, o prazo pode se estender.
O intendente de Puerto Iguazú, Claudio Filippa, chegou a afirmar publicamente que, diante dos prognósticos, o acesso ao balcão da Garganta do Diabo provavelmente ficaria fechado por três a quatro meses.
Por que desmontar em vez de esperar
A explicação está no El Niño. A administração do parque afirma que o período entre setembro e novembro costuma registrar aumento no volume do Rio Iguaçu, e há alertas meteorológicos de cheias extraordinárias para os próximos meses.
A passarela argentina é especialmente vulnerável porque fica instalada diretamente sobre o leito do rio, ao longo de cerca de 1.100 metros a partir da Estação Garganta.
Existe inclusive um detalhe de engenharia pouco conhecido: a estrutura é projetada para que os segmentos metálicos se desprendam quando atingidos por troncos e sedimentos durante uma cheia. É proteção deliberada — sacrificar os módulos evita que os pilotes, fundados na rocha, sejam comprometidos.
Foi o que aconteceu em outubro de 2023, quando a correnteza levou parte da passarela. A reconstrução levou meses. Desmontar antes é mais rápido e mais barato do que recuperar depois.
O que continua aberto
Este é o ponto que mais interessa a quem já comprou passagem: a visita não está perdida.
Do lado argentino, seguem funcionando normalmente:
- Circuito Superior
- Circuito Inferior
- Sendero Verde
- Passeios de barco
Do lado brasileiro, no Parque Nacional do Iguaçu, a visitação continua sem alterações. A estrutura brasileira fica numa área menos vulnerável às cheias e não precisa de desmontagem preventiva.
E há um efeito colateral que muita gente considera positivo: vazão alta significa quedas mais volumosas, corredeiras fortes e formação intensa de névoa. Para quem gosta de fotografar, é um dos melhores momentos do ano.
Entenda em detalhe por que a Garganta do Diabo fecha e como conferir a situação antes de atravessar.
Uma confusão comum
Vale um esclarecimento, porque a informação circulou desencontrada nas últimas semanas.
Em julho houve fechamentos temporários por vazão alta, dos dois lados, com reaberturas em poucos dias. Aquilo era o protocolo normal: o circuito argentino fecha quando a vazão passa de 6.000 metros cúbicos por segundo e reabre quando o rio baixa.
O que está acontecendo agora é diferente. A passarela foi fisicamente retirada. Não vai reabrir quando o rio baixar — só quando for remontada, em novembro.
Serviço
- O QUE FECHOUCircuito Garganta do Diabo, lado argentino
- Desde quando3 de agosto de 2026
- Por quêDesmontagem preventiva por risco de cheias, ligadas ao El Niño
- Previsão DE REABERTURA1º de dezembro de 2026
- Cronogramadesmontagem em agosto · reinstalação em novembro · reabertura em dezembro
- Extensão da passarelacerca de 1.100 metros sobre o leito do rio
- Continua aberto na ArgentinaCircuitos Superior e Inferior, Sendero Verde e passeios de barco
- Continua aberto no Brasilvisitação normal no Parque Nacional do Iguaçu
- Ingressos, lado argentinoiguazuargentina.com
- Ingressos, lado brasileirocataratasdoiguacu.com.br
Com informações de Administração de Parques Nacionais / Iguazú Argentina.