Motoristas com veículo de placa estrangeira acumularam cerca de R$ 42 milhões em multas de trânsito no perímetro urbano de Foz do Iguaçu nos últimos cinco anos. Do total, aproximadamente R$ 37 milhões são de veículos paraguaios e R$ 5 milhões de argentinos, segundo o Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu, o Foztrans.
As infrações mais frequentes são excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e estacionamento irregular, incluindo pendências do Estacionamento Rotativo de Foz do Iguaçu, o Estarfi.
Por que a dívida não some
O problema não é aplicar a multa — é cobrar. Boa parte dos motoristas retorna ao país de origem logo depois de cometer a infração, e o débito fica parado.
Na prática, a cobrança só acontece quando o condutor volta a circular pela cidade e é abordado em alguma fiscalização. Por isso, o Foztrans tem intensificado operações nas proximidades das aduanas, frequentemente em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. Numa dessas operações na Ponte da Amizade, cerca de 500 veículos foram abordados; 63 foram retidos por irregularidades e dois acabaram removidos.
O que acontece se você for parado
Quem for abordado com multa em aberto precisa quitar o débito no local. Se não pagar, o veículo pode ser removido ao pátio do Foztrans ou da Polícia Militar, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. E aí soma-se a diária do pátio ao valor da multa.
As autuações são emitidas por agentes de trânsito do Foztrans, por radares e demais equipamentos eletrônicos, e também por guardas municipais e policiais militares quando atuam na fiscalização.
Como consultar antes de atravessar
O Foztrans oferece consulta on-line por placa, com emissão da guia de pagamento.
Serviço
- Total em abertocerca de R$ 42 milhões em cinco anos
- Paraguaioscerca de R$ 37 milhões
- Argentinoscerca de R$ 5 milhões
- Infrações comunsvelocidade, sinal vermelho, estacionamento irregular
- O que precisoa placa do veículo
- Se abordado com débitopagamento no local, ou remoção ao pátio
Com informações de Foztrans.